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No Brasil, carregamos uma grande tradição de cozinhar pratos a base de bacalhau. O ingrediente nobre é muito apreciado, principalmente durante o período da páscoa e das celebrações de fim de ano. Os mares da Noruega sempre foram nossa principal fonte de bacalhau de qualidade, por isso os laços comerciais que firmamos com os nórdicos se tornem cada vez mais fortes.

O Brasil hoje é o maior importador do bacalhau seco e salgado da Noruega, e esse produto que consumimos tanto tem uma história muito interessante. Curiosamente, os vikings, grandes pioneiros no consumo do bacalhau, passaram a secá-lo ao ar livre para poder consumi-lo aos pedaços em suas longas viagens marítimas. O pescado caiu nas graças dos brasileiros em 1842, quando chegou ao país a primeira leva do peixe vindo da Noruega. Ele foi o primeiro produto a ser comercializado entre os dois países. O veleiro norueguês Estrela do Norte veio carregado de bacalhau salgado e seco e, na viagem de retorno à Noruega, levou café. Era o início de uma relação comercial histórica que já tem mais de 170 anos. Curiosamente, hoje, os noruegueses também são os maiores consumidores de café brasileiro no mundo.

Embora boa parte dos brasileiros jamais tenha visto a cabeça do bacalhau por ele já vir desidratado e salgado, o peixe não pode ser confundidos com outros semelhantes porque tem características bem particulares. No Brasil, o preferido é o Cod Gadus Morhua, um peixe de cabeça e boca bem grandes, barriga clara, dorso pintadinho de preto e cinza, carne bem branca, saborosa e muito suculenta. Ele vive nas águas geladas que banham a Noruega, no Atlântico Norte e no círculo polar ártico.

Esse tipo de bacalhau, o verdadeiro, é aquele que faz parte da tradição culinária brasileira. Mas o bacalhau tem parentes bem  semelhantes, que também têm bom desempenho em outros pratos como o bolinho de bacalhau, feito com o tipo Saithe; os assados e grelhados, feitos com o tipo Ling; e os pratos desfiados, os caldos e pirões, feitos com o tipo Zarbo.

“Em 2015, a exportação do bacalhau norueguês para o Brasil representou quase um milhão de dólares. O mercado brasileiro vem se tornando cada vez mais importante para nós e já é responsável pela compra de cerca de um quinto de toda a exportação da Noruega”, afirma a Sra. Aud Marit Wiig, embaixadora da Noruega no Brasil.

Para estreitar ainda mais essa relação, acontece no dia 17 de outubro o 6° Encontro de Negócios do Bacalhau da Noruega. O evento será em São Paulo – no Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera –, à partir das 11h. O Sr. Per Sandberg, Ministro da Pesca da Noruega, estará presente para a abertura, que será seguida de diversas palestras e atividades. O evento será fechado, mas os interessados em comparecer podem entrar em contato com o Conselho Norueguês da Pesca.

Ainda, o Ministro da Pesca visitará uma das lojas do Pão de Açúcar para degustar o bacalhau comercializado na loja, além de oferecer aos clientes um churrasco de bacalhau durante a ocasião. As redes Extra e Pão de Açúcar, juntas, são uma das maiores importadoras de bacalhau da Noruega do País e já estão recebendo os pedidos do pescado para o Natal deste ano.

Brasil e Noruega estreitam relações comerciais através do bacalhau

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